terça-feira, 31 de maio de 2011

é couro

se bem meto nos pés um sapato,
fica mais fácil
de andar por aí

sem foder o pé
nos pregos
desse caminho.

caminhozinho esse, viu?
quanta ferrugem, diacho.

que tanto de chuva
nessa terrinha ingrata
que não adiantou nadinha.

pois bem meti os pés num sapato
e pelas mãos.

furos na sola
ou calcanhar em carne-viva?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

na hora de dançar

tem hora que
tonto fico e a coroa
cai
louca
no chão

rufante

tentando deixar
com que fique verde
e quase ao natural.

porém importante dizer:
quase

Eu já vi o cinza,
eu já o tive
e foi na boca.

tentando deixar
com que fique
verde.
que fique verde.

preciso esse trajado,
eis o traçado,
é preciso uns aparos,
repare bem,

mas que não há nada
exceto
querer verde.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

hermenêuticas oníricas quasi-lúdicas

as aranhas em
teias,
que desvios...

as pessoas em
quadras,
que ourivesarias....

(o ouro que eu me dei
retomado em sinais de trânsito
que ao piscar desordenados
só me disseram algo
quanto inventei
que assim eles faziam)

(mas que artifício!,
e o bobo-da-corte existe
pra nos lembrar)

a amada em
negativo,
que trapaça...

a odisséia em
sonho,
que farsa...

(tudo traquinagem, menino,
traquinagem e tudo)

(e os caminhos
menos
movimentados,

...

podem ser atalhos,
sim sim.

sim, claro.
nada de lobo-mau pra você.
sim, claro.)