sexta-feira, 29 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ventidão

o tanto que o vento ventou hoje, meu cabelo inteiro ficou uma bagunça,

wild is the wind,

tentou levar as cadeiras de plástico mas bem os bons moços se acorreram e acudiram,

até quis ver dorothy e vacas no tornado
mas tudo que fiz foi segurar o cardápio
e terminar o chope

terça-feira, 26 de julho de 2011

autor

eu que farei de meu corpo
nesse ir-dias sempre
tristeza, lama e calafrio
realeza, pluma e pavio
leveza, vento e baunilha
beleza, alento e romã

quarta-feira, 20 de julho de 2011

sonora

cor é o teclado 
os olhos é o martelo
a alma é o piano com as cordas.


*frase de kandinsky

plath

bela, com seu tom curto e grosso,
algo que caberia ser reticente
mas é só cortante e amargo

terça-feira, 19 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

....................

tenho usado mais reticências, inclusive as anti-estéticas, e não tem porque eu inventar algo que explique

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

belezuras

a gente é besta, hein?
é, a gente é besta.

mudando de assunto

eu ia pedir pra você dar oi
e fingir que existe
mas lembrei que nada-a-ver e escolhi
o auto-desprezo

fazer-o-que?

queria muito você aqui agora.


teletransporta aí, vai.


tou com um cansaço e uma coisa que seu abraço e seu olhar e todovocê iam me fazer bem. como um bom chá, que esquenta também, e deixa gosto bom, e adoça, e...


beijo com carinho.

fodeu, que coloquei o Songs of Love and Hate

dizer é muito pouco
é suficiente
é só o que podemos fazer


faz um chá pra mim que vou
fazer um chá pra ti que vamos
cada um fazer um chá pro outro
que é melhor que isso tudo

mas dizer não é só
isso que faz dizer ou que faz
esse tanto de bobagem

levanta, sapateia, vira do avesso,
acha umas tintas, sai do buraco,
grita pro alto e as nuvens são só
água que não caiu ainda

a gente pode até rogar pra morrer afogado
pode até tanta coisa - poderia -
pudera -
adianta de nada.

não sei se faço isso por necessidade
de me mexer, não sei,
não sei porque ainda me pergunto isso, não sei,
não sei porque isso segue e não cessa,

não sei também,
não sei, não sei, e não sei,
como se repetir adiantasse de alguma coisa,
não sei, mas ainda vai, não sei, porra-não-sei,
que não-sei grandão, hein?,
cada um mostra o tamanho do seu não-sei
e compara, mas adianta não, adianta?,
não sei, chega perto, sai de perto,
não sei, pra quê?, não sei, e segue,
é, ainda vai.

fofíssimo

ah, eu sinceramente
não acredito mesmo
nesse escarcéu todo
só porque não há céu

(eu que sou tolo mesmo,
ou é só acreditar
numa seilá luz interior
que faz tolice do escuro)

e eu não acredito
que seja tão duro assim,
não, não acredito,
e eu sou um escroto por isso.

(sua dor maior que todas
tão maior que todas as dores
NOSSA, QUE DOR ENORME
como cabe em você? como?)

(explode, vai,
em pedacinhos
que nem vai doer nem
fazer tanta falta)