sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os pássaros são o crime da realidade

Pele minha, que demasiado porosa és tu!
E como me põe em apuros pois que
Apenas um simples toque e já contaminada, tonta,
a realidade toda como sapo venenoso e minha pele exposta,

Camaleão sem rumo controle,
sem cuidado, sem reverência alguma pois que pele
é feita mesmo para furar, para fundir em pele nova,

Sou Judite, sou feita de serpente, sou aranha que troca a casca,
sou estudo de composição, o inacabado e o perene, castelinho
de areia na beira do mar, folhas secas espalhadas no chão,

Ao redor do caminho eu caminho o caminho e sigo,
e jogo as migalhas mil elas certa pelo chão de que terei regresso que serão
meu fio de ariadne, retornar pelo labirinto mas os pássaros

Mas os pássaros
Cuidado!

Mas os pássaros!
Os pássaros são

Os pássaros são o crime da realidade

Os pássaros são armas apontadas
Os pássaros são armas apontadas em testas e em gargantas

Nenhum comentário:

Postar um comentário