quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Ian McEwan fala sobre sua mãe em um trecho de entrevista maior

"Tinha uma imaginação prodigiosa para o desastre [risos]. Havia um ritual toda vez que saíamos de casa. Quando estávamos suficientemente longe, dizia: “Deixei o ferro de passar ligado”. Eu a acompanhava, via-a tirar o ferro da tomada, e mesmo assim me perguntava: “Será que desligou mesmo?”. Acho que a imaginação existe, acima de tudo, para nos fazer antecipar desastres. E ela era um grande exemplo disso. Minha mãe sempre esperava que fosse voltar para casa e não encontrar nada, apenas uma ruína, e tudo por culpa dela."


fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/20/cultura/1448023510_439162.html?id_externo_promo=ep-ob&prm=ep-ob&ncid=ep-ob

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

desenrolável

você pinta
um quadro completo e sem espaços
pros vazios
e que quero jogar tinta
e fazer rasgos, lacunas
é patente que
as palavras se encadeiam às vezes por elas mesmas e
eu não resisto em deixar que elas o façam e
isso pode ser como preguiça mas é estética ou
é preguiça?

domingo, 22 de novembro de 2015

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

orfeu, eurídice, bausch, navios

fios que ligam
pessoa a pessoa a pessoas
despersonalizadas, inteiriças, ora
rijas, ora movediças, circulares, saltos, que-
bras
e os braços para cima, ora
um, ora outro, o tempo escorrega, os navios
aportam e o sono
jamais
chega

domingo, 11 de outubro de 2015

me stalkeia

me stalkeia
vê que eu curti sua postagem de let down no face
depois vê que eu a ouvi no lastfm
depois vê que eu escrevi sobre isso aqui
você com a cabeça do batman
as estórias de todos os desacontecimentos
sem meios termos ou termometros

tristes terremotos sequer
causam um clamor e uma balbúrdia
e quem que se queime

estou sujo
suzana com dozinha de escolher número de sala

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ele curtia
dinossauros e schopenhauer
ele guardava
o beck debaixo de um chapéu mágico

tecnologias do acesso, do incerto,
do incenso, do inseto, quero
de volta todos os nós que
calhei de inventar de coser

dramas e drumetes, marionetes
não são arte, ele dizia, sabe-se bem
porque o deixei logo de lado

escribas escravos dos crivos
de tantas lentes cansadas e duras
com faces crispadas carmim
ao lerem odes aos nadas todos

o outro fazia
teatro capoeira fotografia
o outro escrevia
artigo peça poesia e até cardápio de churrascaria

tecnologias do abjeto, do objeto,
do dejeto, do desejo, não quero
que me encoste nada a minha pele
de qualquer dos longes montes

drag queens, and all, ache but poor shows, tentava ser, sabe-se bem
porque o deixei logo de lado

o excesso dos indizeres é ócio,
é tóxico, e no mundo caberão sempre
um bom bocado de paralelos
para os elos todos

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Come sleep with me: We won't make Love, Love will make us.
- Julio Cortázar

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

em ti vejo todas
vejo algumas
vejo as duas
vejo você

hoje
quis
entrar
dentro
do
seu
vestido

sistemas não são dilemas
por favor, não me diga que me escreveu um poema
a rosa tem um espinho e o seu nome é
desejo


suzana drives a caddy

deusa! diva!
e jogou o vaso de porcelana no chão

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

domingo, 27 de setembro de 2015

sábado, 26 de setembro de 2015

prum começo de poesia #36

Eu branco seu pensar

dia 36, mutantes

Esquece não pensa mais
Lenço azul a apertar
Em branco o seu pensar
Toda uma vida embaça o seu olhar
E andando vê passando
Tudo aquilo que errou
Hoje é dia 26
Quem sabe vive outra vez
Ela se foi sem eu ver
Um beijo a flutuar
Cabelos rosas gente a se abraçar
Tudo alegre indo e vindo
Tudo em volta a brilhar

Esquece não pensa mais
Um grito ele amou
Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 26

Tudo começa outra vez
Um, dois, três, 26
Tudo isso já ficou
A paz é forte e ele vai viver

A menina em frente quente
O amor a fez girar
Hoje é dia 36
Um grito ele amou

Lençóis e colchas vão se encontrar
Não é mais dia 36
Tudo começa outra vez
Esquece e não pensa mais

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

estranho - estrange

“Estranho é uma palavra que tem a ver com
estrangeiro, que poderia ser estranjo, podendo decompor-se como estar-anjo – ser anjo”
LACAN




in: http://www.psicanaliseebarroco.pro.br/revista/revistas/21/09PeBRev21_09_Leite.pdf
pg 3, ou pg 82

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

when the place get crowded
then they freak out
and they play the techno louder

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

And I have a question
Are you also frightened?

jade

jade tem dos rumos
os rombos
as rimas
os lombos

os saltos ornamentais, as plantas,
os tombos, os esquemas escherianos,

escorrega da pedra
a fonte que é limpa límpida

como o falcão
que calcula a queda

e uma senhora cega
anda recurvada

e faz uma cantiga
de uma cor antiga

a promessa das mão dadas
o anel, a tatuagem, o sétimo selo

o fundo do olho que mira
o outro e se diz inteiro

uma pena que flutua caindo
no meio de todo o azul ao redor

um deslizamento de terra
que destruiu sete casas

e sê verdadeiro
para si

os sábios

“Os sábios têm associado ao jade a virtude. Para eles, seu brilho e lustro representam a integridade da pureza; sua perfeita firmeza e extrema dureza representam a certeza da inteligência; seus ângulos, que não cortam, apesar de aparentarem afiados, representam a justiça; o som puro e prolongado, que ressoa quando algo o atinge, representa a música. Sua cor representa a lealdade; suas falhas internas, que sempre se mostram através da transparência, chamam a atenção para a sinceridade; seu brilho iridescente representa o céu; sua substância admirável, formada pela montanha e pela água, representa a terra. Usado sozinho sem ornamentos [o jade] representa a castidade. O preço que o mundo inteiro lhe atribui representa a verdade. Para embasar essas comparações, o Livro dos Versos diz: ‘Quando eu penso em um homem sábio, seus méritos parecem ser como o jade’”.




fonte: http://aoikuwan.com/2012/01/24/o-significado-do-jade/

let the days collide

i made you
and now i take you back

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

i don't know why i feel so tong tied i don't know why i feel so skined alive

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

terça-feira, 25 de agosto de 2015

prosa/teatro/seilá #6211409

_ Eu tava aqui passando sede, né, pensando, vou ter que levantar pra pegar água. Só que a água tava do meu lado, haha. Que piada.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

release

já que tenho
con-fun-di-do
as performances de lugar

vou aqui
fazer um uso do nada:

o dizer que foi inútil,
o mais um desencontro acontecido,
a dispepsia (ou falta de apetite),
o consequente emagrecimento,
o um encontro,
o momento e o momento saleiros,
o desafio de um ionesco (pqp! pqp! pqp!),
o aniversário alto cachaça,
a oficina e a cena dos caralhos! e das bucetas!,

fica aí
resuminho de ópera
release que não é rolamento de chão

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

experiência e performance

"Enquanto a etimologia do termo "experiência" tem a ver com a ideia de risco, ou perigo, como Turner (1982a:17, 1986:35) ressalta, a palavra "performance" nos remete ao francês parfournir, "completar", "realizar totalmente" (Turner 1982a:91)."


in: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-93132009000200002&script=sci_arttext

terça-feira, 16 de junho de 2015

sábado, 13 de junho de 2015

você soube fazer uma pergunta adequada. ou seja, uma que não me explorasse diretamente, mas que inquirisse. eu não esperava, e gostei da surpresa. parabéns.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

aquela
pontadinha
abaixo dos pulmões
de quando você envia um recado,
de quando você diz algo,
e tem que esperar a resposta.

os joelhos doendo
ajoelhados
a esperar a resposta.

o olho nem pisca
estatelado
a esperar a resposta.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

fale
até tudo fazer sentido
(ou tudo perder o sentido)
(ou o sentido se fechar em fios
que vão formar uma flor)

dance
até tudo fazer sentido
(ou tudo perder o sentido)
(ou o sentido se fechar em fios
que vão formar uma flor)

deixe fluir toda a insegurança, a inconstância, a carência, o desejo, a confusão, a bagunça, o desespero calado, o desencontro, a demolição,
até dar pra fazer casa nova dos caquinhos
juntar vidrinhos num mosaico
girassóis plantados no jardim da frente

é algo que não consigo evitar
essas imagens que vem a medida que tento falar
não que isso seja falar
mas é algo que não consigo evitar

exponha a banalidade, a genialidade, ambas, ou nenhuma das duas,
exponha recortes, retalhos, esperanças, pedaços de carne,
abrace uma explosão
só pra sentir o corpo em chamas
no sacrifício

minta convulsivamente
escreva como se condenado
porque você está, todos estão.

esses registros são só
bibelôs

a fé de transformar alguma coisa em ouro
no final, não haverá respiração

exceto que haverá
sleep deprivation
um eu só

quarta-feira, 10 de junho de 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Os  pés  que  saboreiam  o  chão [...]  Para  Natsu, tratava-se  de  deslizar  o  pé  pelo  chão  docemente,  como  se  tateando  e saboreando o chão e suas nuanças” (BURNIER, 2001, p.148-149 – grifos do autor)


in http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6099
pg 132

butoh

“jo: a fase do começo, quando a força  se  põe  em  funcionamento  como  se  vencesse  uma  resistência; ha: a  fase  de  transição, ruptura da resistência, desenvolvimento do movimento; kyu: a fase da rapidez, do crescer sem freios até a parada imprevista” (BARBA apud BURNIER, 2001, p. 149) e o ma “é a ação na imobilidade, uma pausa suspensa  no espaço, mas  que continua  no tempo [...] A  imobilidade móvel  abre  campo  para  a  noção  de  vibração,  pois  de  fora  não  existe  movimento,  mas interiormente  existe  algo  que  vibra”  (BURNIER,  2001,  p.  149)

in http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6099
pg 131

terça-feira, 2 de junho de 2015

palavrinha do dia #121

encarquilhamento

mais um joguinho

lumiares
limiares

semânticas #3223

"A  palavra  laboratório deriva  de labor, trabalho, fazer e atório, oração, recuperação. Laboratório pode ser um seting, onde se experimentam reações e pode ser também, no caso do teatro, um lugar para orar com o corpo. Lócus de religare, onde o treinamento corporal é um ritual numa prática cotidiana."

in http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6099
pg 61

segunda-feira, 1 de junho de 2015

ref. de petit jouet #1990

"Em primeiro lugar, assinalemos que uma desordem estática é imaginada como um conjunto agitado: as estrelas são tantas que parecem, nas belas noites de verão formigar. A multiplicidade é agitação. Não há, na literatura, um único caos imóvel. Quando muito, se encontra [...] um caos imobilizado, um caos petrificado. E não é sem razão que nos livros do século XVIII e dos séculos anteriores vê-se a palavra chaos ortografada cahots [solavancos]. Mais eis o paradoxo recíproco. Basta olhar – ou imaginar – um conjunto de corpos que se agitam em todos os sentidos para que se lhe atribua um número que ultrapassa em muito a realidade: a agitação é multiplicitade"

Gaston Bachellard, citado em
http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6099
pg 49
"kháos – matéria – matter – materna – grande mãe – geia – gaia – terra – tártaro – abismo – eros – erótico  - potência de vida – pensamento - cosmogonia"

in http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=6099
pg 49

petit jouet #1990

chaos
cahots

segunda-feira, 25 de maio de 2015

dilatações

sem sistema
qualquer
semantema
poema
ema ema ema, cada um com seu
diadema descarte esse
tema
não tema
floema
erguer um pé esquema
ternura do enema
esperança do edema

o estouro, bukowski

intocada
incomunicável
regando uma planta

segunda-feira, 18 de maio de 2015

materialidades

"Martelos,  marreta,  soldas,  elétrodos,  ferro,  esmerilhador,  tábuas  de  madeiras,  pregos, chaves  de  fenda,  alicate,  arames,  furadeiras,  fios  de  metal,  máquinas  de  costura,  agulhas, retalhos e tecidos."

in: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/83560/000906448.pdf?sequence=1
pg 69

quarta-feira, 29 de abril de 2015

sábado, 18 de abril de 2015

depois que você morre, você tem a sua frente uma mesa de madeira escura, junto com uma cadeira também de madeira escura, acolchoada vermelho, um caderno e uma caneta preta. tem também um vigia no canto. e você tem que escrever o livro dos 500 dias antes de você morrer. e tem também um vigia, que fica a alguns passos de distância da mesa, e ele parece um eunuco árabe de séculos atrás, mas bem hollywoodiano década de 50. e à medida que você vai escrevendo ele vai te contando que depois que terminado, você passa pra outra porta e começa sua próxima atividade no mundo: trabalhar pra burro, dia e noite, com poucas horas de descanso, numa fábrica que produz energia. todo mundo faz isso. são zilhões de empregados. e você vai ficar nessa até morrer, e passar pro próximo estágio, que ninguém sabe dizer qual é. e que você esquece toda sua subjetividade ao passar pro estágio do trabalho sem fim e duradouro. e você não sabe dizer se é uma bênção ou não perder toda a subjetividade. fica no medo e na expectativa simultâneos irmanados. sempre na iminência do a seguir. não sabe até se demora-se mais na escrita, ou se acelera. à medida que escreve e rememora fica sempre no plano de fundo o pensar no próximo estágio. contaminando, dissuadindo, sussurrando.

sábado, 31 de janeiro de 2015

for reverend green

faz derreter

"milonga" ou "e se parece que subo o morro em lombo de mula"

a milonga caiu como uma luva pro aniversário
que tinha uns temas tropicais, com trepadeiras,
papagaios, tucanos, siritacas, mariemas,
jude dança no meio da sala
seu impacto alcança o chão
estouros que não são amores
estouros que não são amores

e se parece que subo o morro em lombo de mula
enquanto sou a experiência de estar aqui
e surdo aos apelos das malamadas
e tonto ao toar das desgraçadas
tenho por questão o número de tons de bege
que poderia, porventura, encontrar neste chão

jude dança, e o nada,
jude dança, e o nada,
jude dança, e o nada,

quando fui um galo numa manhã assim!,
preciso, no instante, um galo num amanhã assim!
pra atormentar o dobrar dos sonos

jude dança, e o nada,
 e se parece que subo o morro em lombo de mula
e dois rapazes se pegam na sala
e uma doida vira uma garrafa de cerveja
- sorve, vida, tudo que puder pois o amanhã nada! -
nada de galo em manhã qualquer

e se os conservadores
tomarem o poder
a gente vai impedir

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

material romântico

eu te daria as preciosas gotas de meu sêmen
de manhã ou pela tarde
eu te contaria de como já amarrei uma meia no braço
pra simular uma munhequeira
e bem antes, eu com os meninos do prédio
emulando jesus cristo alto nos céus
e, um pouco depois, fantasiando
sentado nos azulejos,
ou ouvindo this is it, naquela ida de uma vez só a um clube aí,
qualquer banalidade que mascare um pouco o dia a dia
a existência
o tédio
e etc e tal.

Wanna tell ya that I love ya I need ya in the night
tomate e maluca andavam
loucos
pela cidade afora

ferlinghetti

Nas melhores cenas de Goya parece que vemos
monstros finais berrantes todos

canetas inexistentes

ai, lyanna que te pintaria em tintas com minhas canetas inexistentes
mas já é manhã e você não vem e é frio
e estás aqui e presente como presente é o instante
nos feios espelhos manchados da idade média

e foi feito o compartilhamento dos estupores
rasgados foram os movimentos, precisos,
histórias de bolas e de caras altos e baixos,
precisamente, um salto!, e é tudo que há

ai, lyanna que te pintaria em tintas com minhas canetas inexistentes
e as eras passam como inclementes como teseu frente a medusa
e nossos cabelos são cinzentos e os rumos caídos
dos feios amanheceres dessa era atômica

se me encontra, eu não sou,
se me encontra, eu já fui exceto enquanto
às cinco e sete precisamente
tento mais uma vez

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

a feiúra que foi num ir no desfile da ludyelen
"our names doesn't mean shit"
e se choro lagoas de lágrimas e me acolhem as mãos as flores do campo


antônio fagundes interpreta a morte nesta história
dançava no banheiro e pensava como seria fumá-lo eternamente
e imaginou o disparate que seria uma morte numa festa

adjunto

minha carne não é de carnaval
meu coração menos ainda, é tudo

não é só uma palavra

ódio

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Os Atropelos

"Elésias, me dê suas graças, buenasera!,
Questa, ragazzo! É com Ó! Com Ó!."
E me coloco
eu que aqui somente estando eu, sentado no sofá da sala,
Intuindo as regências de mundos desconexos
E, nas palavras, os tropeços
os atropelos
Rastelando a linguaragem da poetria
Pelos gramados e bosques eternais dos elíseos campos
Carruagem que vole pelo cieux
Deixando os pneus se soltarem
E no meio da úvula havia uma marca secreta
E no meio da úvula o amanhecer dos caminhos tontos
Nos subterrâneos dos dias, o sono
No segredo dos tempos, fumaça
Ela nasceu da tormenta, cabalgou dragões,
E me leva e me eleva entre nuvens rumo ao infinito

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

e na jaca

de que me arranco no arranque das horas, de que me desfaço, de quase me dispo, do desprezo pelos os-de-sempre?, do tédio da terapia?, dos malquereres revisited?, de viver o dia em prenúncio de, de aos atropelos, aos barrancos, botar pé ante pé, e na jaca

localis/populus revisited

de goiás
do df
do rn
de minas
do fundo do mato virgem
da ibéria
das arabias dos mouros
dos romanos
das origens celticas
dos hebreus
dos babilônios

as mãos abertas

é manhã, é tarde, é noite,
pensando em você
que me vem como um sonho ruim que assusta
e que ao mesmo tempo acalenta e amortece
as pancadas todas que eles têm me dado

mina de ouro veludo,
você me derrama feito a chuva,
e eu fico nova & pronta.

minha cesta cheia de amoras,
para que sofrer?
minha cesta cheia de amores,
brincando no mar e na areia

e então, faz tempo,
cada vez que acordo,
seja manhã, tarde, noite,
parece que estou mais distante.

terei que atravessar terras arrasadas
para encontrar
mais terras arrasadas

e eles não param de bater na porta
e a porta na minha cara
e também as mãos abertas

jogo de palavra, sofá da sala, madrugada do dia vintesseis

êxodo, hesíodo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

a estátua e os trovões

no meio da sala a estátua aguardava os trovões que deixassem suas faces coloridas, porque a sala era toda penumbra, e na penumbra não vemos bem as cores.