sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

canetas inexistentes

ai, lyanna que te pintaria em tintas com minhas canetas inexistentes
mas já é manhã e você não vem e é frio
e estás aqui e presente como presente é o instante
nos feios espelhos manchados da idade média

e foi feito o compartilhamento dos estupores
rasgados foram os movimentos, precisos,
histórias de bolas e de caras altos e baixos,
precisamente, um salto!, e é tudo que há

ai, lyanna que te pintaria em tintas com minhas canetas inexistentes
e as eras passam como inclementes como teseu frente a medusa
e nossos cabelos são cinzentos e os rumos caídos
dos feios amanheceres dessa era atômica

se me encontra, eu não sou,
se me encontra, eu já fui exceto enquanto
às cinco e sete precisamente
tento mais uma vez

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