quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Os Atropelos

"Elésias, me dê suas graças, buenasera!,
Questa, ragazzo! É com Ó! Com Ó!."
E me coloco
eu que aqui somente estando eu, sentado no sofá da sala,
Intuindo as regências de mundos desconexos
E, nas palavras, os tropeços
os atropelos
Rastelando a linguaragem da poetria
Pelos gramados e bosques eternais dos elíseos campos
Carruagem que vole pelo cieux
Deixando os pneus se soltarem
E no meio da úvula havia uma marca secreta
E no meio da úvula o amanhecer dos caminhos tontos
Nos subterrâneos dos dias, o sono
No segredo dos tempos, fumaça
Ela nasceu da tormenta, cabalgou dragões,
E me leva e me eleva entre nuvens rumo ao infinito

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