sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ele curtia
dinossauros e schopenhauer
ele guardava
o beck debaixo de um chapéu mágico

tecnologias do acesso, do incerto,
do incenso, do inseto, quero
de volta todos os nós que
calhei de inventar de coser

dramas e drumetes, marionetes
não são arte, ele dizia, sabe-se bem
porque o deixei logo de lado

escribas escravos dos crivos
de tantas lentes cansadas e duras
com faces crispadas carmim
ao lerem odes aos nadas todos

o outro fazia
teatro capoeira fotografia
o outro escrevia
artigo peça poesia e até cardápio de churrascaria

tecnologias do abjeto, do objeto,
do dejeto, do desejo, não quero
que me encoste nada a minha pele
de qualquer dos longes montes

drag queens, and all, ache but poor shows, tentava ser, sabe-se bem
porque o deixei logo de lado

o excesso dos indizeres é ócio,
é tóxico, e no mundo caberão sempre
um bom bocado de paralelos
para os elos todos

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