domingo, 31 de janeiro de 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

terrorífica

esse lamaçal é
eterno, o despertar varia tão
pouco nas cores, nos corres, no
discorrer, no discurso, no gesto,
força nuclear forte,
força nuclear fraca,
coisas que impedem que tudo se desintegre, e os
rejuntes
dessa casa
estão todos rachadinhos,
supercordas na parede, outras linhas, os
laços misteriosos que regem gestões intenções
controles fórmulas tesões amarras,
amarras e tudo,
amarras tu, tu me amarras, no pé da cama
e põe seu pé na minha cara
e na noite seguinte sou eu, espelho espelho meu qual é
o som que eu faço
quando constato?
toda constatação é um estatelamento.
dora amanhece em novas cobertas, ana em
novas cobertas, judith em novas cobertas, todas
todas em novas cobertas,
e o trem segue com todos seus vagões e nenhum deles tem a mesma cor,
nenhum deles,
e cada um é uma miséria humana diferente, tem desde
vontade de deus até
unha encrava e
desejo de trepar com alguém com uma máscara, pode ser até
de black bloc,
que som eles
os vagões, fazem?
quais as infinitas cores da miséria?
árvores às vezes tem muitas raízes
muitos galhos
imagine agora uma com infinitos e infinitas,
parece muito, é?
eu vou te mostrar o que é muito
goles de cerveja e goles de café me lembra caxambu
a imagem primeiro
e aí então a revolta contra a imagem
tornando-a em uma revolta de imagem
uma negação
um grande não

Gerhard Richter (German, b. 1932), Untitled (23. Jan. 2015), 2015. Oil on photograph, 11.1 x 16.4 cm.

the crying birth of mother peru

isso existe?
cada e toda imagem é uma contraface do amanhã e agora
depositam no altar estrelas mortas e entoam
entoam longas cantigas e orações também mortas
enquanto a ponta do cigarro queima
a ponta do cigarro queima o tecido e da poltrona e consome
a seguir
a casa
cada fluxo é um refluxo é um contrafluxo e
os deuses sim jogam dados, jogam dados compulsivos,
dados de vinte faces, desamparo, abandono,
e é tudo piada em suas mesas e seus mapas e seus planos e suas coisas e,
tudo isso de deuses e nada,
subindo a corredeira de sei lá se lá tem corredeira mas
a corredeira del rio plata, e a morte
a morte de todos os vagabundos heróis em nossas costas,
as costas doem, e AS VAGABUNDAS HEROÍNAS também morridas,
e ausência de sono, a ausência de sono que se marca pálida
em amanheceres desgovernados, sofá poltrona aparelhos
anteparos para o nada, alguém já disse,
e teve
aquela moça
em sua longa queda pela escada,
relicários de ressonâncias, é disso, e de que tudo se trata,
o incêndio da rua sete,
o incêndio da rua sete me fez pensar sobre possibilidades
e sobre como o fogo estoura! o fogo rasga! o fogo entranha!
o fogo devora.
e o que temos então são cinzas, cinzas e deuses,
e a cabeça do bebê sem cabeça
e o improvável,
e ele riu, rio, e riu, e ria,
ele rio,
desgovernado na corredeira

domingo, 24 de janeiro de 2016

i can feel it
i can feel it
a little lower
now a little higher
and it goes on
goes... on...

fastiada
ergueu seu iglu e se
aconchegou

elétrica
colheu conchas para um colar e
conhaque

pedro urso e joão
procurando canais em amsterdan
amanhã, amsterdan:

é uma boa rima

rimas e rumos
e murros e miras

suspende

sábado, 23 de janeiro de 2016

ALGUM ATIVO COM LOCAL TEM UMA MÁSCARA AE??? PODE SER DE HALLOWEEN, SUPER HEROI, QUALQUER UMA! CAPACETE DE MOTO TAMBÉM CURTO! VAI ATÉ CAMISETA NA CARA IGUAL BLACK BLOC!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

o deus da punheta me protege
Richard Diebenkorn (American, 1922-1993), Untitled, 1976. Oil and gouache on paper, 37.8 x 27.6 cm.
se eu já não mencionei hotline bling
sempre escrevendo para o amanhã
vou voltar com o twitter
sanjay patel
se foi
daria tanto nem que pelo sentir um pouco um cacete

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

posto que é ímpeto, vontade,
ascendente ou
vetor
oposto
nunca saber exatamente se é
amanhecer ou anoitecer,

leva as folhas,
esconde os escombros,
refresca o dia,
provoca acidentes,


então

a perpendicularidade possível
entre pornô e arte,
a dama distinta, vestido e tudo,
com máscara de couro,

então

a cantora de ópera
com a partitura do impossível
e suas cores em abandono,

então

c'est superbe!,
a máscara aberta dentro
da máscara aberto dentro
matrioshkas improváveis, abandono,

então

momentos estelares, letras, signos
são do céu e da terra, cometas
e colisões, traçados que se encontram,

então

a garrafa de bebida, o colar, o pincel
à mão, vara de condão,  o cotovelo,
o olhar, é tudo
tecido delicado,

então

linhas de distorção como negativos,
como verdades profundas,
partes,

então

sai uma fumaça vermelha de ti,

então

nós são possíveis, cabíveis, prováveis e
super acontecem, cordas que se ligam,
crianças que brincam,

então

as palavras-tentativas de jaulas para imagens,
o buraco na parede que realmente enjaula
uma imagem, folha de coqueiro, folhas,
 reboco machucado,

 então

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

sêmola
bolonhesa
ratatouille
bolacha
berinjela, torta de

barba grande
barba curta
chapéu de fazenda
foto-arte
rodou cidades
comi o cu
chegou dançando
toque na mão

SQN 410,
só que não

os táxis dessa cidade,
os táxis dessa cidade estão
absurdamente caros e isso fode
com a vida de um pobre marginal sedento

sou várias, e nessas

To bem
To ótima
To suprema
To diva
To estelar