segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

terrorífica

esse lamaçal é
eterno, o despertar varia tão
pouco nas cores, nos corres, no
discorrer, no discurso, no gesto,
força nuclear forte,
força nuclear fraca,
coisas que impedem que tudo se desintegre, e os
rejuntes
dessa casa
estão todos rachadinhos,
supercordas na parede, outras linhas, os
laços misteriosos que regem gestões intenções
controles fórmulas tesões amarras,
amarras e tudo,
amarras tu, tu me amarras, no pé da cama
e põe seu pé na minha cara
e na noite seguinte sou eu, espelho espelho meu qual é
o som que eu faço
quando constato?
toda constatação é um estatelamento.
dora amanhece em novas cobertas, ana em
novas cobertas, judith em novas cobertas, todas
todas em novas cobertas,
e o trem segue com todos seus vagões e nenhum deles tem a mesma cor,
nenhum deles,
e cada um é uma miséria humana diferente, tem desde
vontade de deus até
unha encrava e
desejo de trepar com alguém com uma máscara, pode ser até
de black bloc,
que som eles
os vagões, fazem?
quais as infinitas cores da miséria?
árvores às vezes tem muitas raízes
muitos galhos
imagine agora uma com infinitos e infinitas,
parece muito, é?
eu vou te mostrar o que é muito

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