quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

projeto para performance #447

o mundo já acabou! estamos presos em uma realidade paralela! esse já é o inferno. resfolegando baixinho no cangote feito sedução barata, carne com carne, sem delicadeza, sem cantiga, vinho derramado no chão, vela derretida na janela, cigarro aceso, cigarro barato, tudo mais ou menos barato, vinho barato, vinho barato, vinho barato, vida barata, rumores e ruídos que escutamos nos becos, e flashes neon, flashes neon reluzentes a guiar os descaminhos, e todo mundo todo mundo prum lado, e todo mundo todo mundo pro outro, perfume barato, desejo barato, amargo barato, um verdadeiro aparato, uma máquina de entorpecer e deixar inerte, todos a caminho desfilam esperando remate, abate, descarte, e a arte? mas, e a arte? eu digo: mas e a arte? qual delas. a sua no seu andar rápido. a sua do olho esbugalhado. a sua do jeito largo. a sua, a sua, a sua. não é suficiente, nunca seria, e vem a conta gotas, o que? eu te pergunto. tudo, eu te respondo.

e se o mundo já acabou? e se estamos presos em uma realidade paralela? e se esse já é o inferno?

e quando o mundo já acabou? e quando estamos presos em uma realidade paralela? e quando esse já o inferno?


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

sinceridade é uma comédia bufa
poesia é como qualquer passatempo
maus passados passam bem, obrigado,

sinhaturas em cingapura
e gaivotas a consuelo

resete de malote, prometido a consorte,
tudo com um pouquim de gosto de morte

segredos em altitudes e derivações e escalas
poesia que cabe no porta malas
porta jóias de maria no fundo do mar

ah...! mas se você afogar
ah...! mas se você afogar

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

mãos que me agarram
versões de um abraço
a casa de verão está sempre aberta
e eterno é o vento soprando a areia