sábado, 2 de julho de 2016

powsia 3

Constróis com uma mão um castelo, eu te vejo,
Destróis outro com a outra, eu te vejo,

Mortalha preparada, na outra rede de pesca,
tessitura que se descaiba que volite,
sons que ressoem bem alto, na outra silenciem, ressoem novamente mais alto,
na outra silenciem,

Eu te vejo,
cabelo despenteado vento na cara desolação abandono
o sol tão forte no céu grita incompreensões de todo santo dia e santa noite
ao reverso todos os deuses dançam em rodas confusas e promíscuas, e

Dormes enquanto se move, corres enquanto parada, 
flutuas enquanto no chão, tremes enquanto estática,
caístes e intacta,  chistes e austera,
faminta nega a comida, eu te

Vejo,
acertos acidentes de percurso flechas ao alvo maçãs
a queda das folhas pelo caminho tornou o percurso um tapete de esqueceres
em rodas promíscuas confusas ao dançam avesso deuses todos



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