terça-feira, 6 de setembro de 2016

qualquer deva

desenganos de sábados à noite
e atropelos de todas existências, entroncamentos,
nexos fluxos encruzilhadas arremates,
confluências, conjunções. conjugações,
que em outra paralela
dimensão como essa mas outra
ele teria também verde cabelo
o mesmo jeito de atropelo
e o habitus de maria juana
mas faria cênicas, segunda facul,
e via algum resíduo que escorre
eu só queria plasmar verso reverso inverso
sufocar os carolas com gozos dos mais torpes imensos
quantos chãos não amaríamos e por aí sementes a brotar, eu
sou o amanhã do amanhã do amanhã,
o além do amanhã, qualquer movimento é a frente e adentro,
se encontro cachoeira e poço, devo fazer uma parada,
água gelada, certamente, faz bem pra cuca,
não não não se esqueçam da canção,
qualquer dose, qualquer dote, qualquer dedo de moça,
qualquer deva, qualquer dano, qualquer pano pra troça,
viva a palhoça, viva a bossa, viva a paçoca, viva a jossa,
tal qual o menino também de cabelo verde
mas sem barba sabe-se lá porque,
estaria gravando um curta, e estaria namorando,
desamanhece outra vez, tudo correu

Nenhum comentário:

Postar um comentário